Eu gosto da sensação do silêncio. Mas acho que ele não fala mais que mil palavras. Ele simplesmente não fala. Sente sensações de intensidade que não se medem por dentro. É como se o silêncio saísse de um lugar que você não acessa em você mesmo. É o lugar onde ninguém entra, muitas vezes nem você. É aquele lugar que te faz chorar sincero ou agradecer profundo, que te faz ficar com vontade de abraçar e que morre só de pensar em morrer ou de morrer por perder. Perder alguém que se ama. É onde existe o pressentimento e a inteligência. Mas também é o lugar das burrices, daquelas que são inteligentes. Adoro como esse ventilador gira, como o quadro quase desaparece no escuro desse quarto e como esse travesseiro é molinho e encaixa perfeitamente na minha cabeça. Como eu me perco no sono e acho estranho o barulho das pegadas lá de fora que já me despertam. Agora eu quero viver e morrer.
Viver pra morrer...
de amor.
Helena Trevia
20/11
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